24 de novembro de 2011

Empréstimo Consignado no INSS: possibilidade de existência de descontos indevidos

Ao ser procurado por um cliente, aposentado pelo INSS, que está pensando em ajuizar uma ação revisional de empréstimo consignado, ao verificar o seu Histórico resumido de empréstimos constatei a possibilidade de algumas irregularidades.
Verifiquei que por erros de data previsto no Per. Inicial e Per. Final do documento o período ali registrado era superior em um ou dois meses ao período total de descontos.
Por exemplo, um empréstimo que deveria ser pago em 36 parcelas, tinha como per. Inicial o dia 12/04/2007 e o Per. Final o dia 07/05/2010. O que nos dá um total de 38 descontos.
Para quem não percebeu ainda, e ao mostrar para muitos amigos e colegas, reparei que nem todos verificavam de imediato, e então eu lançava a seguinte pergunta:
- Se você for comprar em dezembro/2011 os presentes de natal em 12 prestações iguais, vencendo-se a primeira em janeiro/2012, a décima segunda será em Janeiro de 2013?
E a resposta era: Claro que não, serão 13 parcelas e não doze!
Então apliquemos nos descontos do INSS o mesmo raciocínio, se um empréstimo em 36 vezes teve como início dos descontos o dia 12/04/2007, a última parcela a ser descontada será em 12/03/2010, não em 07/05/2010.
Estamos buscando informações sobre o caso ainda. Por isto este tópico é somente para informação dos interessados para averiguarem se ocorreram descontos indevidos no seu empréstimo consignado.
O histórico completo de descontos em folha do INSS deveria informar isto corretamente, mas ao que parece o INSS parou de emiti-lo. No entanto, deve ter todas as informações necessárias para o interessado averiguar se houve ou descontos indevidos para a cobrança do reembolso.
Solicitei autorização para fotografar o documentos e utilizar ele aqui no blog, sem no entanto identificá-lo:
Sem título-1

22 de novembro de 2011

Legislação: crédito presumido de IPI na aquisição de resíduos sólidos

 
Regulamenta a concessão de crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI na aquisição de resíduos sólidos.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto nos arts. 5º e 6º da Lei nº 12.375, de 30 de dezembro de 2010,
DECRETA:
Art. 1º Os estabelecimentos industriais farão jus, até 31 de dezembro de 2014, a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI na aquisição de resíduos sólidos a serem utilizados como matérias-primas ou produtos intermediários na fabricação de seus produtos.
Parágrafo único. Para efeitos deste Decreto, resíduos sólidos são os materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade.
Art. 2º Para fins do disposto no art. 1º, os resíduos sólidos deverão ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas de, no mínimo, vinte cooperados pessoas físicas, sendo vedada, neste caso, a participação de pessoas jurídicas.
Art. 3º Os resíduos sólidos de que trata este Decreto são aqueles classificados nos códigos 39.15, 47.07, 7001.00.00, 72.04, 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e 7902.00.00 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI, bem como aqueles descritos em destaques “Ex” agregados a esses mesmos códigos.
Art. 4º A venda dos resíduos sólidos de que trata o art. 3º será comprovada por documento fiscal previsto na legislação do IPI.
Art. 5º O crédito presumido de que trata o art. 1º será apurado pelo adquirente mediante a aplicação da alíquota da TIPI a que estiver sujeito o produto final resultante do aproveitamento dos resíduos sólidos que se enquadram nas condições estabelecidas neste Decreto, sobre os seguintes percentuais do valor inscrito no documento fiscal referido no art. 4º:
I - cinquenta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados na posição 39.15 e no código 7001.00.00 da TIPI;
II - trinta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados nas posições 47.07 e 72.04 da TIPI; ou
III - dez por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados nos códigos 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e 7902.00.00 da TIPI.
§ 1º O valor do crédito presumido apurado deverá:
I - constar de nota fiscal de entrada emitida pelo estabelecimento industrial adquirente dos resíduos sólidos; e
II - ser escriturado no item 005 do quadro “Demonstrativo de Créditos” do Livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, observando-se ainda as demais regras de escrituração constantes da legislação do imposto.
§ 2º O aproveitamento do crédito presumido dar-se-á, exclusivamente, por sua dedução com o IPI devido nas saídas do estabelecimento industrial de produtos que contenham os resíduos sólidos referidos no art. 3º.
§ 3º Fica vedada a escrituração do crédito presumido quando os produtos que contenham os resíduos sólidos referidos no art. 3º saírem do estabelecimento industrial com suspensão, isenção ou imunidade do IPI.
Art. 6º A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá estabelecer normas complementares para aplicação do disposto neste Decreto.
Art. 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 21 de novembro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.
DILMA ROUSSEFF
Guido Mantega
Tereza campello
Izabella Mónica Vieira Teixeira
Este texto não substitui o publicado no DOU de 22.11.2011